quarta-feira, 13 de julho de 2016

A Túlipa e as Flores


Já estava farta de ouvir o Gladíolo, mas na verdade até estava a gostar que o Gladíolo me estivesse a elogiar e a tentar meter conversa. Como flor que era, achava que não deveria dar conversa a ninguém.
A determinada altura o Gladíolo convida-me dançar e sem hesitar eu respondi logo:
-Nunca! Deus me livre!
O Gladíolo foi-se embora e deixou-me sozinha ao pé do lago. Eu continuei a mirar o meu lindo rosto, no reflexo do lago. Já quase perto das onze e meia fui surpreendida com o mais belo convite de sempre.
- A senhora dança?
Era a voz do Lírio azul-escuro, a flor mais bela do parque.
- Claro, claro que sim - respondi eu a pensar que aquele convite era um pensamento.
Então, começámos os dois a dançar. Fomos o par mais elogiado da festa.
No fim da décima segunda dança, o Gladíolo fala para o Lírio e conta-lhe como eu o tratei. Ao ouvir aquilo o Lírio saiu de ao pé de mim e nunca mais voltou mas antes disse-me:
- Pensei que fosses simpática com as outras pessoas. Que desilusão!
Depois de receber a resposta do Lírio refleti muito e pedi desculpa ao Gladíolo.
A partir desse momento nunca mais tratei ninguém mal e pude tirar uma lição:
Devemos tratar os outros bem para não termos desilusões.


Trabalho realizado por: Ema Araújo, 5ºA, nº 5

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