Já
estava farta de ouvir o Gladíolo, mas na verdade até estava a
gostar que o Gladíolo me estivesse a elogiar e a tentar meter
conversa. Como flor que era, achava que não deveria dar conversa a
ninguém.
A
determinada altura o Gladíolo convida-me dançar e sem hesitar eu
respondi logo:
-Nunca!
Deus me livre!
O
Gladíolo foi-se embora e deixou-me sozinha ao pé do lago. Eu
continuei a mirar o meu lindo rosto, no reflexo do lago. Já quase
perto das onze e meia fui surpreendida com o mais belo convite de
sempre.
-
A senhora dança?
Era
a voz do Lírio azul-escuro, a flor mais bela do parque.
-
Claro, claro que sim - respondi eu a pensar que aquele convite era um
pensamento.
Então,
começámos os dois a dançar. Fomos o par mais elogiado da festa.
No
fim da décima segunda dança, o Gladíolo fala para o Lírio e
conta-lhe como eu o tratei. Ao ouvir aquilo o Lírio saiu de ao pé
de mim e nunca mais voltou mas antes disse-me:
-
Pensei que fosses simpática com as outras pessoas. Que desilusão!
Depois
de receber a resposta do Lírio refleti muito e pedi desculpa ao
Gladíolo.
A
partir desse momento nunca mais tratei ninguém mal e pude tirar uma
lição:
Devemos
tratar os outros bem para não termos desilusões.
Trabalho
realizado por: Ema Araújo, 5ºA, nº 5
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